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Caso Starbucks: Grandes marcas mantêm registros em países onde nãoatuam para evitar apropriação indevida, explica sócio da Lealvi
Mesmo após encerrar operações na Rússia, Starbucks reforça proteção de marca para evitar uso
indevido por terceiros — prática que deve inspirar empresas brasileiras, destaca o especialistaLuciano Cardoso.
A Starbucks voltou a protocolar pedidos de registro de marca na Rússia, dois anos após
deixar o país. A decisão da gigante norte-americana chamou atenção no setor de
propriedade intelectual, e segundo Luciano Cardoso, sócio da Lealvi Marcas e Patentes,
reflete uma estratégia essencial para qualquer empresa que busca preservar seu ativo mais
valioso: a marca.“A marca é um ativo, e ativos precisam ser protegidos independentemente da
presença comercial imediata. Ao manter o registro, a empresa impede que
terceiros se aproveitem da reputação construída e protege sua identidade no
mercado global”, explica Cardoso.Proteção preventiva contra o “sequestro de marca”
Após a saída da Starbucks do território russo em 2022, diversos estabelecimentos locais
tentaram utilizar nomes, logos e elementos visuais semelhantes, buscando se associar à
imagem da rede.Esse tipo de conduta, conhecido como “trademark squatting” — ou “sequestro de marca” —
é uma prática recorrente em diversos países e representa risco elevado para empresas
reconhecidas internacionalmente.Manter registros ativos, mesmo em locais sem operação, é uma forma de prevenção
jurídica e reputacional, que evita conflitos futuros e assegura exclusividade de uso.Gestão de marca é uma questão de estratégia, não de geografia
De acordo com o especialista, o valor de uma marca vai além da presença física:
“A reputação de uma marca ultrapassa fronteiras. Em tempos de comunicação
digital e consumo globalizado, proteger sua identidade é uma decisão
estratégica, não apenas burocrática”, reforça Cardoso.Para o sócio da Lealvi, o caso Starbucks serve de alerta para empresas brasileiras que
planejam expandir ou já possuem visibilidade internacional.“Registrar a marca em novos mercados antes da entrada efetiva é uma forma de garantir
segurança e evitar disputas futuras. Muitas empresas perdem o direito sobre o próprio nome
porque subestimam a importância da proteção internacional”, complementa.Lealvi: 50 anos de tradição em propriedade intelectual
Com 50 anos de atuação, a Lealvi Marcas e Patentes é referência nacional em consultoria e
registro de marcas, patentes e outros ativos intangíveis.
A empresa atua em todo o Brasil e no exterior, oferecendo serviços de registro,
monitoramento, defesa jurídica e estratégias de expansão de propriedade intelectual.
“Na Lealvi, acreditamos que proteger ideias é o primeiro passo para transformá-
las em grandes histórias”, conclui Cardoso.Sobre a Lealvi Marcas e Patentes
Fundada em 1975, a Lealvi é uma das mais tradicionais empresas brasileiras
especializadas em propriedade intelectual. Com sede em Porto Alegre (RS), atua nacional e
internacionalmente na proteção de marcas, patentes, direitos autorais e inovação. Ao longo
de cinco décadas, tem auxiliado empresas de todos os portes a protegerem seus ativos
com segurança e estratégia.